Objetivo: ao final, o consultor escolhe entre workflow determinístico e agente a partir de uma pergunta objetiva, e sabe o que cada escolha custa em previsibilidade, depuração e dinheiro.
| Workflow | Agente | |
|---|---|---|
| Quem decide o caminho | Você, no código | O modelo, a cada rodada |
| Custo por execução | Conhecido — número fixo de chamadas | Variável, e às vezes muito |
| Previsibilidade | Mesma entrada, mesmo caminho | Mesma entrada, caminhos diferentes |
| Depuração | O passo que falhou está identificado | Reconstruir a partir do rastro de decisões |
| Como falha | Para, com erro | Entrega algo plausível |
| Teto de gasto | Estrutural | Precisa ser imposto (max_turns, orçamento) |
A última linha é operacional e cara de esquecer: um agente sem teto de rodadas pode gastar muito antes de alguém notar. Todo agente em produção tem limite de turnos.
| Tarefa | Escolha | Por quê |
|---|---|---|
| Classificar 400 chamados | Chamada única, em lote | Um passo. Nem workflow é |
| Extrair campos de 200 FS para planilha | Workflow | Extrair → validar → gravar. Sempre igual |
| Relatório mensal de tendências | Workflow | Os passos são os mesmos todo mês |
| Investigar por que um RICEFW quebrou depois do transporte | Agente | O próximo passo depende do que o anterior achou |
| Responder pergunta de key user sobre escopo | Híbrido | Buscar (agêntico) → responder com citação (fixo) |
| Migrar 30 objetos entre convenções | Workflow por objeto, com verificação | Passos conhecidos; a variação está no conteúdo |
Repare que a linha da investigação é a única genuinamente agêntica da lista — e isso é representativo. A maior parte do trabalho repetitivo de projeto tem passos escrevíveis. Chamar de agente o que é workflow é o erro de desenho mais caro deste módulo, porque troca custo conhecido e falha visível por custo variável e falha plausível, sem ganho.
# Esqueleto fixo: você controla a ordem e o número de etapas
def relatorio_mensal(chamados):
classificados = [classificar(c) for c in chamados] # 1 chamada por item, sem tools
agrupados = agrupar_por_area(classificados) # Python puro, sem modelo
achados = investigar_anomalias(agrupados) # ← o único passo agêntico
return redigir_relatorio(agrupados, achados) # 1 chamada, formato fixo
Nesse desenho, investigar_anomalias é o único ponto com ferramentas e liberdade de caminho — e ele roda com teto de turnos e escopo de ferramentas restrito. Os outros três passos são determinísticos. O resultado: custo previsível em três quartos do fluxo, e incerteza confinada onde ela é necessária.
Os quatro critérios da aula 3.7.1 voltam aqui, e um "não" já basta para ficar no workflow:
| Critério | Se a resposta for "não" |
|---|---|
| A tarefa é multipasso e difícil de especificar? | É workflow. Especifique |
| O resultado justifica mais custo e latência? | Faça o workflow, que é mais barato |
| O Claude é bom nesse tipo de tarefa? | Nem agente nem workflow resolvem |
| O erro é detectável e reversível? | Não use agente autônomo. Desenhe para propor, e um humano aprova |
Regra Wayon Agente que roda em ambiente de cliente tem teto de turnos declarado e conjunto de ferramentas mínimo — nunca "todas as ferramentas, veja o que dá". E quando o custo do erro é alto ou a reversão é cara — escrita em sistema, transporte, alteração de configuração — o desenho é propor para aprovação humana, não executar. Um workflow que resolve nunca é substituído por um agente por elegância.
📖 Building effective agents · Verificando trabalho não supervisionado — módulo 3.4
Complexidade não separa os dois: há tarefas complexas com passos perfeitamente escrevíveis.
Todo workflow multipasso tem várias chamadas e continua sendo workflow.
Correto. Se consegue, é workflow — e escrever é a resposta certa, não uma limitação.
Correto. É a mesma distinção entre perigo e incorreção do módulo 3.4.
Mais etapas explícitas não significa mais falhas — e a frequência não é o eixo que importa aqui.
O rastro existe, mas a falha típica do agente é justamente não parecer falha.
Volume não é critério de autonomia; ele pede lote, não agente.
Correto. Chamar de agente o que é workflow troca custo conhecido por custo variável, sem ganho.
O teto mitiga o gasto mas não corrige o desenho: os passos são escrevíveis.
Não há essa exigência; o teto é decisão de desenho.
Não existe esse limiar; o problema é gasto e tempo, não degradação por contagem.
Correto. É a contrapartida operacional de o agente decidir o próprio caminho.