Objetivo: ao final, o consultor conecta um servidor MCP de ABAP/ADT, opera com ele, e sabe exatamente onde está a fronteira de ambiente que a Wayon impõe.
SearchObject, GetProgram, GetClass, GetFunction e GetTable — o Claude passa a ler o fonte do sistema em vez de depender de exportação manual.| Ferramenta (nomes típicos) | O que faz |
|---|---|
SearchObject |
Busca objeto por nome ou padrão |
GetProgram |
Lê o fonte de um programa |
GetClass |
Lê a definição e implementação de uma classe |
GetFunction |
Lê um módulo de função |
GetTable |
Lê a estrutura de uma tabela |
Os nomes variam entre implementações — confirme no repositório do servidor que a squad for usar. O que não varia é a separação de categoria abaixo.
| Somente-leitura | Com escrita | |
|---|---|---|
| O que faz | Busca, lê fonte, lê estrutura | Cria transporte, trava objeto, grava, ativa, destrava |
| Ambiente permitido (Wayon) | Instância Wayon · DEV do cliente | Instância Wayon · DEV apenas do cliente |
| Risco se você errar sobre ele | Leitura indevida de fonte | Alteração em objeto do cliente |
| Faixa do catálogo | 1 na instância Wayon · 2 em sistema de cliente | 1 na instância Wayon · 2 em sistema de cliente |
A palavra que muda a categoria é ativar. Um servidor que ativa objeto pode mudar o comportamento do sistema — e num rollout, comportamento de sistema é o que o cliente está pagando para ser previsível.
O Nível 1 estabeleceu a matriz: PRD nunca, QAS com autorização e registro, DEV com registro. Aquilo valia quando o Claude só podia sugerir o que você faria à mão.
Com MCP de escrita conectado, ele executa. A regra não muda; o que muda é a consequência de ela ser violada:
| Ambiente | Antes (sem MCP) | Com MCP de escrita |
|---|---|---|
| Instância Wayon (dados fictícios) | Agir livre | Livre, inclusive escrita e ativação — é o laboratório |
| PRD do cliente | Nunca agir | Servidor nunca aponta para PRD — não é uma regra de comportamento, é de configuração |
| QAS do cliente | Autorização + registro | Servidor de escrita não aponta para QAS |
| DEV do cliente | Registro | Permitido, com revisão humana em toda ativação |
A primeira linha é a que muda a forma de aprender: você configura, quebra e reconfigura o servidor na instância da Wayon até entender o que ele faz — e só depois pede acesso a DEV de cliente. Errar na instância custa nada; errar no DEV do Meridiano custa um transporte.
Repare na mudança de natureza: em PRD e QAS a proteção deixa de ser "não faça" e passa a ser "o servidor não tem esse endereço configurado". É a mesma lógica da aula 3.2.1 — garantia por configuração vale mais que instrução bem escrita. E um hook PreToolUse que nega chamada com destino QAS/PRD (aula 3.2.3) é a segunda camada.
Vale ler a discussão da comunidade SAP antes de levar isso a um cliente:
A crítica tem pontos válidos: são servidores de comunidade, sem suporte de produto; a cobertura de tipos de objeto é parcial; e a experiência é de ferramenta técnica, não de produto acabado. Nada disso invalida o uso — mas define o que se pode prometer. Em proposta comercial, isto é capacidade exploratória, não recurso contratado.
Regra Wayon Na instância SAP da Wayon, servidor MCP de ABAP é Faixa 1 — pré-aprovado, inclusive com escrita e ativação. Não há pedido, não há autorização de cliente: os dados são fictícios. É onde a squad aprende a operar o servidor. Em sistema de cliente é Faixa 2, sempre: exige pedido do consultor, avaliação do arquiteto sobre escopo e ambiente, habilitação e registro pelo admin, e autorização do cliente por escrito anexada. Escrita só em DEV, com revisão humana em toda ativação. Servidor de escrita apontando para QAS ou PRD é Faixa 3 — bloqueado, exigindo exceção formal da diretoria. Ter praticado na instância não substitui nenhuma etapa do fluxo de Faixa 2. E em proposta comercial, trate como capacidade exploratória: os servidores são de comunidade, sem suporte de produto.
📖 MCP no Claude Code · Lendo código legado — módulo 2.8.T1
Transporte é decisão técnica de conexão; não determina o que o servidor pode fazer no sistema.
Correto. A palavra que muda a categoria é ativar: ela muda o comportamento do sistema.
project ou localEscopo define quem herda a configuração, não o que o servidor consegue fazer.
Correto, e com revisão humana em toda ativação.
A matriz do Nível 1 permite ação humana em QAS com autorização; servidor de escrita apontando para QAS é Faixa 3, bloqueado.
PreToolUse barre as operações destrutivasO hook é a segunda camada, não a autorização — a primeira é o servidor simplesmente não ter esse endereço configurado.
A regra é a mesma; o que muda é como ela é garantida, e essa distinção é o ponto da aula.
O classificador ajuda, mas a proteção primária aqui é de configuração, não de classificação em tempo de execução.
Correto. É a mesma lógica da aula 3.2.1.
Correto — mesmo somente-leitura em DEV é Faixa 2, não decisão individual.
project, já que é somente-leituraSomente-leitura reduz o risco, mas continua sendo acesso a sistema de cliente, e o catálogo classifica como Faixa 2.
A instância serve para aprender a operar; ela não substitui nenhuma etapa do fluxo. O que muda a faixa é de quem é o sistema, não a sua familiaridade com a ferramenta.
São servidores de comunidade, sem suporte de produto e com cobertura parcial de objetos — prometer como recurso contratado cria exposição.
Correto. É o que a leitura crítica da comunidade SAP sustenta.
Se afeta a forma de trabalho num sistema do cliente, omitir na proposta é pior do que enquadrar corretamente.